Com a aproximação do fim do ano, muitos brasileiros aguardam ansiosamente a chegada do 13º salário. O recurso extra, porém, pode se transformar em dor de cabeça se for mal utilizado. Para evitar esse risco, o coordenador da Escola de Negócios do UniFEOB, Rodrigo Simão, orienta que o primeiro passo é definir prioridades e planejar como usar o dinheiro antes mesmo de recebê-lo.
Segundo o especialista, quem tem dívidas deve focar em quitá-las, principalmente aquelas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial. “Essa é a forma mais eficiente de aliviar o orçamento e começar o próximo ano com menos preocupações financeiras”, destacou.
Mas para quem está com as contas em dia, o 13º também pode ser uma boa oportunidade de investir. Simão recomenda cautela na hora de aplicar o dinheiro, considerando o cenário econômico ainda incerto. “O ideal é optar por investimentos de menor risco, já que as variações da taxa Selic e da inflação podem impactar diretamente os rendimentos”, explicou.
Outro erro comum, segundo ele, é gastar o dinheiro com compras por impulso, típicas do fim de ano. “As pessoas acabam se deixando levar pelo momento e compram coisas que não precisam, pagando muitas vezes mais caro do que o produto realmente vale”, alerta.
Rodrigo Simão lembra ainda que reservar parte do 13º para despesas do início de 2026, como IPTU, IPVA e material escolar, é uma boa estratégia para evitar o endividamento logo no começo do ano. “Esse recurso pode reforçar o caixa familiar e trazer tranquilidade financeira”, afirmou.
Para o coordenador, o uso consciente do 13º também é uma oportunidade de aprendizado. “O planejamento financeiro é essencial para que as pessoas utilizem bem o dinheiro. Quando há organização, o 13º se torna um bônus que pode ser direcionado a projetos maiores, como a compra de um carro, uma casa ou uma viagem”, concluiu.