Embora o retorno das aulas particulares tenha previsão para ocorrer no início de fevereiro, desde dezembro de 2025 inúmeras famílias já frequentam lojas de material escolar com a lista de compras em mãos. Algumas escolas de São João já tinham disponibilizado sua relação de itens no último mês do ano passado, o que fez inúmeros pais e mães saírem em busca do melhor preço no comércio sanjoanense.
Apesar de que alunos de escolas públicas geralmente recebem material escolar na volta às aulas, com a distribuição ocorrendo de diferentes formas (kits físicos ou créditos), e em datas variadas dependendo do estado ou município, muitos desses estudantes querem aquele ‘algo a mais’. Quem aponta esse fato é Adriana Saito, 43, gerente de tradicional loja sanjoanense que revende material escolar: “Ah, muitos deles querem uma mochila nova, um estojo diferente, lápis de cor e cadernos com capas que retratem personagens do momento, conhecidos pelos jogos, pela internet e youtubers”.
A comerciante revela que nem todas as escolas particulares já entregaram sua lista de material, mas que a loja mantém disponível essa relação de itens com um pré-orçamento pronto, para facilitar os cálculos para os pais de alunos. “Daquilo que consta nas listas, nós não comercializamos livros didáticos nem material de higiene. É importante ressaltar que a quantidade de artigos pedidos pelas escolas pode variar de série para série”. Em geral, essa relação varia em torno de 32 itens, custando atualmente próximo de R$ 130.
Andréa Soares, mãe do Matheus, 10, estava na loja no momento da reportagem. “Olha, aqui estou gastando menos do que eu pensava que gastaria. A escola em que meu filho estuda forneceu uma lista que eu considero pequena”, afirmou. Ao fazer as contas, essa mãe disse que investiu perto de R$ 150 na compra. “Eu estava achando que gastaria uns R$ 200 ou até R$ 250 em material escolar para o Matheus, porque ele ‘mexeu’ nessa lista escolhendo lápis de cor e outras coisas que não foram pedidas pela escola”.
O portal da CNN divulgou pesquisa no início do mês, mostrando que gastos escolares pesam no orçamento familiar, especialmente entre as famílias de menor renda. É por isso que na volta às aulas 80% dos pais reaproveitam material escolar do ano passado, revelou o estudo. A busca por economia se tornou uma estratégia central das famílias diante dos custos associados ao início do ano escolar. Pouco mais da metade dos pais pesquisados considera adequada a lista que receberam (56%), enquanto 42% avaliam como excessiva, evidenciando a percepção de que parte dos itens exigidos ultrapassa o necessário para o ano letivo em algumas escolas.
É importante lembrar que há itens considerados proibidos na lista de material escolar: materiais de uso coletivo, administrativo ou de limpeza, como álcool, algodão, papel higiênico, produtos de limpeza (detergente, desinfetante), materiais de escritório (clipes, grampos, cartolina, fita adesiva, toners), itens de higiene (copos/talheres descartáveis, sabonete), e materiais pedagógicos de uso excessivo ou em grande quantidade (excesso de papel, giz, materiais de informática), pois devem ser cobertos pela mensalidade ou serem de uso individual e pedagógico justificado.