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Vacina da chikungunya ganha produção nacional; São João não registra casos

Fonte: Omunicipio 13/05/2026

Por Ana Paula Fortes A autorização da produção da vacina contra a chikungunya no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reacendeu o alerta para a doença em todo o País. A preocupação ganhou ainda mais força após a confirmação d...

Vacina da chikungunya ganha produção nacional; São João não registra casos
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Por Ana Paula Fortes

A autorização da produção da vacina contra a chikungunya no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reacendeu o alerta para a doença em todo o País. A preocupação ganhou ainda mais força após a confirmação da morte de uma bebê indígena de apenas 48 dias em Dourados (MS), registrada na sexta-feira (8). O município já soma dez mortes pela doença e mais de 3.300 casos confirmados em 2026.

Enquanto cidades brasileiras enfrentam aumento de casos e óbitos, São João da Boa Vista vive um cenário diferente. Segundo dados atualizados da Vigilância Epidemiológica, o município não registrou nenhum caso de chikungunya neste ano.

Apesar disso, a dengue segue preocupando. De janeiro até o momento, São João contabilizou 335 casos positivos da doença, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A prefeitura informou que mantém ações contínuas de prevenção e combate ao mosquito, incluindo visitas domiciliares, orientações à população e eliminação de possíveis criadouros.

A vacina aprovada pela Anvisa é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. O imunizante, chamado XCHIQ, já havia sido aprovado em 2025, mas agora passa a ser oficialmente produzido em território nacional, o que deve facilitar sua futura incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos com maior risco de exposição ao vírus. Gestantes, imunossuprimidos e pessoas com deficiência no sistema imunológico não devem receber o imunizante.

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo.

Em alguns casos, as dores articulares podem permanecer por meses ou até anos, afetando a qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, cerca de 620 mil pessoas foram infectadas pela chikungunya no mundo em 2025. No Brasil, o Ministério da Saúde notificou mais de 127 mil casos e 125 mortes no mesmo período.

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