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São João da Boa Vista fecha abril com pequeno aumento de empregos

Fonte: Jornal do Parabrisa 30/05/2026

Apesar de pequeno aumento de emprego na cidade, a região de São João da Boa Vista fecha abril com saldo negativo de empregos   Região fecha abril com saldo negativo de empregos, mas três cidades registram crescimento São José do Rio Pardo, Aguaí e Ca...

São João da Boa Vista fecha abril com pequeno aumento de empregos
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Apesar de pequeno aumento de emprego na cidade, a região de São João da Boa Vista fecha abril com saldo negativo de empregos

Região fecha abril com saldo negativo de empregos, mas três cidades registram crescimento

São José do Rio Pardo, Aguaí e Casa Branca lideraram a geração de vagas resultado regional foi impactado por perdas em Pinhal, Vargem e Mococa

A região de São João da Boa Vista encerrou abril com saldo negativo de 362 empregos formais. Os dados do Novo Caged mostram que os sete municípios acompanhados pelo Ciesp registraram, juntos, 4.551 admissões e 4.913 desligamentos no período.

O resultado foi influenciado principalmente pelo desempenho de Espírito Santo do Pinhal, que fechou 456 postos de trabalho no mês. Também contribuíram para o saldo negativo regional as cidades de Vargem Grande do Sul (-94) e Mococa (-55). Por outro lado, São José do Rio Pardo (107), Aguaí (63), Casa Branca (51) e São João da Boa Vista (22) registraram geração de empregos com carteira assinada.

Para o vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, os números refletem um desafio que tem sido observado em diferentes setores da economia. "Existe hoje um paradoxo no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo em que muitas pessoas estão em busca de uma oportunidade, as empresas enfrentam dificuldade para encontrar profissionais para preencher vagas abertas. Essa realidade não é exclusiva da indústria. O comércio e outros segmentos também relatam essa mesma dificuldade de contratação", afirma.

Segundo Alvarez, aproximar trabalhadores e empregadores é uma das formas de enfrentar esse cenário. "Para contribuir com esse processo, o Ciesp, em parceria com o PAT e o Grupo de RH, criou o Radar de Vagas, uma iniciativa que divulga quinzenalmente oportunidades de emprego da indústria e de outras empresas da região em nossas redes sociais. Acreditamos que facilitar o acesso à informação é uma forma concreta de aproximar quem procura uma vaga de quem precisa contratar", destaca.

Desempenho local


Aguaí

Aguaí registrou saldo positivo de 63 empregos formais em abril. O principal destaque foi a indústria, responsável pela abertura de 75 vagas no período. A agropecuária também contribuiu positivamente, com saldo de uma vaga. Construção civil, comércio e serviços encerraram o mês com pequenas retrações.

Casa Branca

Casa Branca abriu 51 postos de trabalho em abril, impulsionada principalmente pela agropecuária, que gerou 83 vagas. O setor de serviços também apresentou desempenho positivo, com saldo de 12 empregos. Já indústria, comércio e construção civil registraram mais desligamentos do que admissões no período.

Espírito Santo do Pinhal

Espírito Santo do Pinhal apresentou o resultado mais negativo da região, com fechamento de 456 vagas formais. A retração foi concentrada no setor de serviços, responsável por 378 postos encerrados no mês. A indústria também registrou saldo negativo de 79 vagas. A agropecuária foi o único segmento a apresentar crescimento, com saldo positivo de 12 empregos.

Mococa

Mococa fechou abril com saldo negativo de 55 empregos. O resultado foi impactado principalmente pela agropecuária (-64) e pela indústria (-68). Em contrapartida, os setores de serviços (+80) e construção civil (+18) registraram desempenho positivo e ajudaram a reduzir as perdas do município.

São João da Boa Vista

São João da Boa Vista voltou a registrar saldo positivo de empregos em abril, com a abertura de 22 vagas formais. O resultado foi sustentado pela indústria, que gerou 34 postos de trabalho, e pela agropecuária, com saldo de sete vagas. Comércio manteve estabilidade, enquanto serviços e construção civil apresentaram retração.

São José do Rio Pardo

São José do Rio Pardo liderou a geração de empregos na região em abril, com saldo positivo de 107 vagas. O desempenho foi impulsionado pela agropecuária, responsável pela abertura de 84 postos de trabalho, e pelos serviços, que criaram outras 49 vagas. Indústria e comércio apresentaram pequenas retrações, mas não comprometeram o resultado final.

Vargem Grande do Sul

Vargem Grande do Sul encerrou abril com saldo negativo de 94 empregos formais. A maior influência veio da agropecuária, que fechou 87 postos de trabalho no mês. O comércio também registrou retração, com saldo de -32 vagas. Em sentido oposto, o setor de serviços abriu 24 empregos e a indústria manteve resultado levemente positivo, com duas vagas criadas.

NOTA OFICIAL


Ciesp defende PEC que garante liberdade de jornada e negociação


'Modernidade trabalhista ou obscurantismo de uma proposta anacrônica? Sociedade espera uma resposta do Congresso'


29/05/2026 - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/26, apresentada esta semana pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), representa um avanço expressivo, racional e civilizado nas relações de trabalho no Brasil, alinhando o País às práticas adotadas pelas economias mais desenvolvidas. A avaliação é de Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


"A nova proposição, ao contrário do conceito leviano que começa a ser difundido nas mídias sociais, não é patronal, mas sim de interesse de todos os brasileiros. É uma alternativa inteligente, democrática e equilibrada à PEC de extinção da jornada 6x1, aprovada na Câmara dos Deputados, marcada por forte viés de oportunismo eleitoral e completo distanciamento da realidade econômica e produtiva do nosso país e do mundo", pondera Cervone, alertando: "Trata-se de uma proposta tóxica, que desrespeitou a inteligência de todos os que produzem e trabalham &ndashempregados e empregadores&ndash, ao impor um modelo engessado, anacrônico e prejudicial à economia, à sociedade, à geração de empregos e à inclusão social".


Segundo o presidente do Ciesp, a nova PEC em tramitação no Senado tem o mérito de garantir princípios fundamentais de liberdade econômica, diálogo e autonomia entre trabalhadores e empregadores, ao assegurar a soberania das negociações e a possibilidade de definição consensual da jornada de trabalho. "É um avanço significativo", afirma.


A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que definições sobre jornada e escala de trabalho sejam estabelecidas por acordo individual entre trabalhadores e empregadores, convenção coletiva ou livre pactuação contratual direta. "Na prática, o texto amplia a margem de negociação sobre horários de trabalho, banco de horas e distribuição da carga horária semanal, preservando os limites constitucionais máximos de jornada já previstos na legislação", salienta Cervone.


Para ele, a PEC 12/26 reconhece a maturidade das relações de trabalho. "Trata-se de ampliar a liberdade das pessoas para escolherem o modelo de jornada que mais se adaptem às suas vidas, renda e oportunidades do mercado. É uma medida compatível com o mundo contemporâneo, com as novas dinâmicas produtivas e com a necessidade de aumentar a competitividade do Brasil", enfatiza.

A proposta também assegura, mediante a livre escolha dos trabalhadores, a manutenção de todas as normas vigentes da CLT, preservando o limite máximo de 44 horas semanais. De acordo com o presidente do Ciesp, "ao fortalecer a negociação e a autonomia contratual, a PEC cria condições para relações de trabalho mais modernas, flexíveis e eficientes, favorecendo tanto a produtividade das empresas quanto a qualidade da vida do ser humano, que é o fator mais relevante de todas as atividades econômicas".

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